Estamos próximo ao dia 15 de outubro "Dia do professor".
Acredito que dia do professor é todo dia que ele pega seu material e dirige-se
para escola para mais um dia de trabalho depois de passar horas planejando,
testando, lendo, escrevendo, criando e recriando o seu fazer enquanto educador.
Pedro Demo em seu livro "Professor do futuro e reconstrução do conhecimento"
diz que professor não é quem dá aula, é preciso redefinir o professor como quem
cuida da aprendizagem dos dos alunos, usando o termo cuidar em
seu sentido forte como propõe Boff (1999). Saber cuidar significa dedicação
envolvente e contagiante, compromisso ético e técnico, habilidade sensível e
sempre renovada de suporte do aluno. Ou como Demo cita mais adiante citando
Sócrates, educar é um processo de dentro para fora é promover a emancipação dos
alunos.
Nesse momento eu me pergunto como exercer esse papel tão
importante para a sociedade se nós educadores estamos carentes dessa crença em
nosso fazer pedagógico, dizemos da boca para fora citando Mandela que “A
educação é a arma mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”, mas às
vezes e quase sempre essa “arma” (em tempos de protestos e descaso com a
educação) é manuseada de forma inadequada e ficamos sem saber o que fazer.
Nesses momentos de reflexão e quase
pesar por ser professor o que nos move e nos faz continuar com aquele
entusiasmo juvenil de quando escolhemos a profissão professor ou ela nos
escolheu é deleitar-nos com textos enriquecedores como um trecho de Schettini
Filho em “Pedagogia da Ternura” que diz:” O processo educativo pede o carinho
dos sábios diante da insipiência dos ignorantes. Educar sem afeto é esculpir
uma face sem olhos nem ouvidos, sem paladar e sem sensibilidade do tato, o que
vale dizer: uma educação que não propicia a preparação da pessoa para o mundo”.
Assim, em tempos áridos o que nos faz continuar é perceber que “A tarefa do
educador moderno não é derrubar florestas, mas irrigar desertos” como cita C.S.Lewis, essa frase nos diz que é possível fazer
a diferença fazendo o que gostamos, acreditando e acima de tudo nos orgulhando
em dizer EU SOU PROFESSOR.

Indicação de leitura: As três cartas de Marco de Elizabeth Silance Ballard com tradução de Heloisa Prieto é uma boa dica de que modo um bom educador pode fazer a diferença na vida de um aluno, nessa história, o sentido de educar é ampliado pelo afeto.